Monte das Oliveiras: GRUTA DO GETSÊMANI
- Dr. Felipe Silva
- 23 de set. de 2016
- 2 min de leitura

Ainda na porção norte do Monte das Oliveiras e Vale de Kidron, seguindo um pequeno corredor ao lado da igreja da ascensão da virgem Maria está a pequena gruta, parte natural, parte escavada, de dezenove por dez metros, chamada de Gruta do Getsêmani que está sob a guarda franciscana.
Acredita-se ser possível que essa gruta, originalmente com utilidade agrícula, tenha abrigado o Salvador e seus discípulos em Jerusalém. É provável que esse seja o local onde os 12 caíram no sono quando o Mestre lhes pediu para orar. A igreja fica bem próxima à pedra da agonia, onde é possível que Jesus tenha feito a famosa oração: "Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua." Lucas 22:42
O evangelho de Lucas diz que os dois lugares distavam cerca de "um tiro de pedra", ou seja, bem próximos. E é isso que vemos entre a Gruta do Getsêmani e a Igreja da Agonia.
O lugar é naturalmente adequado à oração, por isso, desde muito tempo, cristãos hebreus e bizantinos oram ali sem que houvessem construído algum templo acima da gruta. A tradição de que esse é o local da traição de Jesus por Judas e sua consequente prisão remonta ao século IV depois de Cristo.

Recentes restaurações trouxeram à luz afrescos pintados durante as cruzadas e pichações muito antigas de peregrinos. Céus, estrelas e três cenas bíblicas ja foram descobertos, sendo elas: a oração de Jesus no Jardim, Cristo com os apóstolos e o anjo consolando o Salvador.
Ainda dentro da gruta pode-se ver uma antiga cisterna, tumbas do século IV, um arcossólio e algumas inscrições muito antigas.
Corredor vindo da Assunção V. Maria Entrada da Gruta do Getsêmani da Gruta do Getsêmani da Gruta do Getsêmani da Gruta do Getsêmani Afrescos na Gruta do Getsêmani Cisterna na Gruta do Getsêmani

"Dr. Felipe considera que a terra de Israel foi agraciada pelo sobrenatural, pelo natural e pelo humano; é sem-segundo quando se trata de paisagens, história, religião e cultura; e oferece todos esses ingredientes àquele que a descreve, em um caldeirão que vem sido mexido e temperado há milênios por mãos humanas e divinas. Para ele, Israel é uma musa de inspiração que convida à sua contemplação e profusa tradução artística. Ele aceitou o convite."


