Drogas, impacto profundo na saúde bucal


Segundo o Escritório de Drogas e Crimes das Nações Unidas, 5% da população mundial entre 15 e 64 anos é usuário de drogas ilícitas, isso representa mais de 240 milhões de pessoas. Infelizmente, a facilidade de acesso aos entorpecentes e a dificuldade de combater o tráfico refletem no aumento significativo do número de indivíduos usuários de drogas.

A mídia e os governos divulgam frequentemente os sérios problemas de saúde causados pelo uso de drogas, porém, o impacto sobre a saúde bucal muitas vezes é deixado em segundo plano. Essa matéria vem justamente abordar como as drogas (lícitas e ilícitas) mais frequentemente utilizadas afetam a cavidade oral.

Tabaco: O paciente fumante apresenta um risco maior em desenvolver doença periodontal (doença infecto-inflamatória que acomete os tecidos de suporte e sustentação dos dentes, gengiva e osso dos dentes) quando comparado ao paciente não fumante. Manchas nos dentes, na língua e redução a sensibilidade do paladar são bastante comuns. Além disso, o tabagismo está associado ao câncer bucal que mata mais de sete mil brasileiros todos os anos.

Álcool: É uma substância lícita, porém ocasiona desidratação, o que pode acarretar em irritação da mucosa bucal, além de estimular sensação de ardência e diminuição do fluxo salivar (xerostomia). O álcool favorece o mau hálito devido a xerostomia e também pela agressão que causa ao aparelho digetivo e ao fígado.

Maconha: A xerostomia também é um efeito típico da maconha. Quando isso acontece, o ambiente bucal torna-se mais ácido que o habitual, aumentando a probabilidade de abrasões e cáries dentárias. O ressecamento bucal também dificulta a limpeza da cavidade oral, resultando em mau hálito, acúmulo de placa bacteriana e infecções. A maconha pode estar relacionada também a queimaduras na mucosa bucal.

Cocaína: Essa substância em contato com os dentes resulta em uma solução ácida, provocando erosão do esmalte dental e posteriormente sensibilidade dental exagerada e comprometimento da aparência do paciente. Já em contato com a gengiva pode ocasionar necrose da mesma, o que frequentemente resulta na perda de dentes. A cocaína quando aspirada, pode em alguns casos causar perfurações no septo nasal e palato duro (porção óssea do “céu da boca”).

Crack: Derivado da cocaína, é fumado em “cachimbo”, ou seja, o meio de administração é via oral e assim, muito agressivo a saúde bucal. É comum os usuários apresentarem queimaduras nos lábios e nas mucosas orais e cicatrização tecidual retardada. São mais susceptíveis a lesões cariosas, gengivite e periodontite, já que tendem a ficarem desmotivados a realizar atividades simples, como a higienização bucal.

Ecstasy: Essa substância predispõe o usuário a sofrer de xerostomia e bruxismo (hábito de ranger os dentes involuntariamente). Toda a estrutura mastigatório que envolve as arcadas dentais, músculos e articulação podem ser prejudicada se não tratado corretamente. O ecstasy ainda induz o consumo de doce, potencializando assim, o surgimento de cáries.

Medicamentos: Apesar de constituirem um grupo terapêutico, os medicamentos de uso frequente podem trazer algum prejuízo à cavidade bucal. Antialérgicos, descongestionantes, analgésicos, diuréticos, medicamentos para pressão alta e antidepressivos podem apresentar efeitos colaterais na boca. Os mais comuns são “boca seca” e gengiva hiperplásica ("aumentada"). Alguns medicamentos para asma são altamente ácidos, podendo desgastar o esmalte dental no caso de uso prolongado. Já os xaropes apresentam muito açúcar em sua composição, aumentando o surgimento de cárie se o paciente não realizar uma boa higienização bucal após sua ingestão.

Se você ou alguém que conhece faz uso de alguma dessas drogas ou está em tratamento de recuperação, procure um dentista para avaliar a condição bucal. É possível que estruturas ainda possam ser recuperadas e protegidas até que essa fase passe e o vício seja extinguido.

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